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Em algum lugar do mundo, hoje, nesse exato momento, existe uma menina qualquer, sentada na frente de um computador, tentando intender porque as atitudes dele tem que machucar tanto, e em como viver em função de uma pessoa {que não seje ela mesma} pode ser a coisa mais frustrante desse mundo. Quanto mais ela vive em função dele, menor é o seu amor próprio e assim vai. De noite, quando ele fecha os olhos, e dorme em questão de segundos, ela, no entanto, permanece com os dela intactos, abertos, na espera de um motivo pra então respirar aliviada e dormir de peito leve. Já faz algum tempo que não é assim. Mais não adianta. Sua noite é corrida e atropelada por tudo aquilo que ela sente de errado, e mesmo tendo tentado explicar tanto, acabou ficando ali preso á ela, e tão somente á ela. A sensação horrível de clausura por saber que por mais que se faça por merecer, nada vai mudar enquanto a outra pessoa julgar que não é aquilo que ela merece. Tão absurdo, {e tristemente verdadeiro} que foi ela mesma que colocou nas mãos de outra pessoa, todas as coisas que poderiam determinar a sua própria felicidade. Ficou lembrando de quando ela tinha um plano de vida em que o amor, era incluído sim, mais não era necessariamente o núcleo central da trama. De quando meia hora de lágrimas era absurdamente muita coisa comparada á importancia que qualquer pessoa pudesse vir a ter na vida dela. Não, não entenda errado. Essa menina amou com tudo o que ela podia sempre que teve alguma opurtunidade. Ela abriu os braços e fechou os olhos para se jogar na vida sempre que ela pôde. Ela se escondeu em becos, ela gritou de madrugada, ela deu risadas tão escandalosas que assustaram até mesmo a felicidade histérica dela, ela se arrumou, ela se desarrumou, ela vestiu a fantasia de vez, e fez valer a pena pra ela, por que era ela quem mais importava e ponto.Ela viveu os momentos, e quando sentiu que era o caso, sofreu, pra se curar daquilo que doia alí dentro. Sem culpa alguma por ser quem ela era, e estar passando pelo que ela estava passando naquele momento. Mais antes dele, ela jamais tinha aberto mão de nenhum sonho dela por nínguem. Sonho nenhum, porque talvez, quando ela o conheceu, ela julgou que todos os sonhos que ela pudesse ter tido até aquele exato momento, estavam sendo realizados. E ela rezou baixinho, agradecendo por ter tanta sorte na vida como se a luta dela tivesse acabado exatamente alí, onde começava a participação dele. E esse foi o seu grande erro. O que ela não percebeu lá, {e que agora se arrepende tanto} é que alguém sem sonhos, é um alguém, que já morreu. Que alguém que já tem tudo, é alguém que não pode conquistar mais nada, e que sem nada, pra se querer muito, não se pode ser feliz. O que aconteceu com aquela menina incrível dentro dela, é que ela se perdeu na sombra de um homem, também absolutamente incrível, mais que já não precisava mais de tanto esforço pra fazê-la feliz, já que ela, agora meio sem graça, sem ambição nenhuma, e sempre triste, já não tinha mais nada de personalidade pra oferecer á ele. E enquanto ele respira forte no seu sonho tranquilo, ela continua de olhos bem abertos no escuro, procurando naquilo tudo que ela não podia ver, a resposta pelo caminho que ela terá que tomar, gostando ou não, com medo ou não, sozinha ou não, agora que ela percebeu que embora ela tivesse depositado tudo o que ela sempre foi num amor, que deveria ter dado vida melhor á vida dela, tudo que ela consegui sentir naquele exato momento, era a paralização de quem, por algum motivo, se deixou fazer morta.

 

é isso aí, quando você estiver sozinha, deprimida, não gaste seu tempo, e não tão pouco seu dinheiro com piscólogos, crie um blog, e seja feliz!

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