vocês tem razão.

fevereiro 19, 2009

É, vocês tem razão afinal. Porque de fato, é certo sim, que esperar machuca. Qua a saudade entrestece. Qua a rotinha nos enjoa. E que traições, existem, não sempre, mais muito. Vocês, já diziam estórias de finais felizes, porque viver sozinho não pode ser bom. Mas ninguém lembrou de dizer, que na vida há depois os medos saudosos e as rotinas traiçoeiras. Agora, o ciúme destrói, e não há quem diga o contrário. Infelizmente…

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Sabe aquele dia que você resolve rever todas as suas fotos, e acaba sem querer, sentindo um vazio. Vazio sim, porque tudo nessa vida infelizmente passa, os momentos ruins, e também os bons. E aí, olhando as fotos, você vê as pessoas que fazem [fizeram] parte da sua vida, e o pior de tudo, é quando você sente muita falta dessas pessoas, não que elas tenham ido embora, ou que você nunca mais irá falar com elas, é que você sente saudade. Saudade de tudo o que foi vivido, de todas as manhãs em que vocês passaram juntas, de todas as conversas, de todas as risadas, de todos os choros, de todas as máguas. Acontece, que existem vários tipos de saudade, existem aquelas saudades competentes, aquelas que te fazem querer morrer pro mundo não te ver chorar tanto. Porque a gente lembra das risadas, e jamais se esquece dos abraços, e, menos ainda, se perdoa por ter perdido aquela festa, aquele afago, aquele amor. Saudade de verdade não se beija, porque ela se esconde no caminho do que queremos muito mas só lembramos ter tido. Saudade das músicas, dos gostos e dos cheiros, porque a vida continua sempre em frente, mas é nosso passado que modela quem somos hoje.

dedicado especialmente, para: Bruna, e Larissa.

Olá, tudo bom?

fevereiro 15, 2009

026

Sabe, caros coleguinhas, ás vezes parece que o que eu penso só poderia existir mesmo dentro da minha cabeça, eu sinto como se ninguém fosse capaz – por mais sensível que fosse – de compreender o porquê disso tudu.  Agora tem outras em que o mundo inteiro parece conspirar a favor do que eu quero dizer e acaba que nem sou eu quem digo as minhas próprias palavras. Quando me dou conta é de outra boca que elas saem e parece, até, que todos os ouvidos em volta entendem mesmo. As pessoas se escondem tanto atrás de sorrisos que a gente se acostuma a não se importar com o que acontece por trás daquilo tudo. E eu vejo tanta gente sorrindo por aí e sorrio também, muito embora eu saiba que é sem volta. No fundo ninguém está bem, pelo menos não todo o tempo e nem tanto quanto mostra o sorriso e a pose. Na verdade, seria mais bonito dizer só “OLA.”, e deixar pra lá as perguntas já que a resposta real pra elas realmente não importam.

o dia sempre começa de novo.

fevereiro 12, 2009

A verdade é que não há um porquê pra tudo, e agente tem que aceitar essa verdade desde o começo, mesmo quando tem alguma dúvida. As horas passam e a vida caminha mostrando pra gente que aquilo não era o fim do mundo, o fim dos tempos e que o céu vai aparecer de novo, não hoje talvez, mas vai. Mas acontece que tanta coisa muda e não volta mais. Aquela sensação de quando o mundo fica tão pequeno que cabe na sua falta de ar, quando você se sente tão sozinho que não enxerga nada ao seu redor, quando um turbilhão de coisas passa pela sua cabeça e a sua loucura é tão lúcida que os seus pensamentos se embaralham, se atrapalham e se atropelam, e você não dá conta de [se] explicar nada. O mundo continua sempre apesar de todos os dramas de todas as pessoas dentro de todos os quartos escondidos por aí. A vida vai em frente, o dia começa de novo e nada de extraordinário acontece pra mostrar que mais alguém sofreu. Mas a pessoa, – eu, você e o nós, formado de todas as outras – essa depois de cada madrugada, jamais será a mesma.

fim.

fevereiro 10, 2009

Cheguei á uma conclusão de que quando tudo dá errado, também pode ser até engraçado sabe, agente pode encontrar um tipo de esperança dentro da gente, e desfocar um pouco de tudo aquilo, qua não dá [deu] certo, que não faz [fez] bem pra gente mesma. E talvez, de tanto sofrer, o sofrimento acaba não sendo mais tanto sofrimento, porque agente fica meio que acostumada, e tudo que acostuma, não tem tanta diferença, tudo o que vira rotina, já não é mais extraordinário ao ponto de ficar se lamentando horas e horas, “- ai, eu to sofrendo, ai eu to machucada, ai minha vida acabou”. E apesar de tudo, eu ainda cheguei a conclusão de que, eu posso até chorar, mais que a alegria um dia vem, que o sol, um dia aparece sim, mesmo que esse sol esteje bem escondidinho pelas nuvens, pelos tempos mal, a tempestade sempre passa, quando agente nunca sabe, mais passa. E quanto ás lágrimas, um dia elas secam, e que a má fase, também, há de sacar.

e eu acho que ela entendeu.

fevereiro 9, 2009

Um dia, conversando com uma amiga, ela se lamentava por tudo que estava acontecendo na vida dela, ela se queixava e se questionava também, sobre o assunto amor. Tudo o que ela [talvez não só ela, mais pessoas também] queria entender [mais não conseguia] era porque tinha que ser tão doloroso, tão insensível, tão monstruoso, tão infantil, tão idiota.  E ela me perguntou o que fazer, o que sentir, como remediar aquela culpa e aquela dor de cometer sempre o mesmo erro e sempre terminar mais uma vez, mais um dia chorando. Aquela, era uma conversa triste de doer, por duas meninas,cheias de sonhos despedaçados, que estavam quase, desacreditadas no amor, de duas meninas, que já não suportavam mais ter que abaixar a cabeça e entender que aquela, ainda não era a sua vez de ser feliz, que já não aguentavam mais, gostar de caras, que não valiam a pena, gostar de caras que não mereciam nem ao menos um “vai tomar no cú porra”, gostar de caras que não seriam o genro que suas mães sonhavam, mais que era sim tudo o que elas estavam esperando, tudo o que elas mais queriam, mais desejavam, que era também [infelizmente] o cara errado, porque era “ele” que fazia elas chorar, que era “ele” o grande motivo de deixar elas deitada na cama por horas, e não conseguir pegar no sono, porque não se dorme preocupada, porque não se dorme com muita dor no coração, e que naquele mesmo exato momento, “ele” já havia deitado, e já tinha conseguido dormir numa boa, porque não era “ele” quem amava, não era “ele” quem sofria, não era “ele” que ficava sem ar, não era “ele” que tinha o seu coração rasgado, e que depois tinha que ficar remendando, que não era “ele” que já tinha o seu coração aposentado porque apanhava muito mais do que batia. E aí, eu falei pra ela, que talvez, não adiante agente ficar sofrendo tanto, que talvez se agente tentar olhar para o lado, encontraremos pessoas legais, pessoas das quais podem sim, nos fazer feliz, nos devolver as noites boas de sonos, e fazer com que agente ainda possa voltar a sonhar com tudo o que agente tem direito, incluindo uma casinha bem bonitinha, com cerquinhas brancas, e um cachorro super amigo, e ainda, que essa história, termine com um final feliz.

E eu acho, que ela entendeu.

não resolve nada.

fevereiro 4, 2009

Sempre foi muito comum me dizer que o mundo muda de tempos em tempos, e que, a cada começo de ano as esperanças se renovam, que a vida tem sempre novas chances de novos começos melhores. Só que, não é que eu discorde do otimismo geral e nem que ache graça em jogar pragas nas esperanças alheias, não. 
Só que o que acontece é que eu aprendi de tanto ver [em mim e nos outros] que todas aquelas  manias ruins e as tristezas remanescentes não vão embora só com uma volta completa em torno do sol, ou só porque saímos de 2008 e entramos em 2009.
Sabe, às vezes leva anos pra gente descobrir que aquilo que nos fez chorar todas as noites por dois, tres anos seguidos, não valia mesmo nem sequer uma lágrima de crocodilo.
A verdade é que perder a esperança é perder tudo, mas esperança com vício antigo não resolve nada.

como é que pode?

fevereiro 2, 2009

“Como é que pode?”, foi  tudo o que eu pensei naquele momento. Como é que pode uma menina com tão pouca vida, já ter sofrido tanto assim por amor? Mas aí depois eu me lembrei. Eu me lembrei então, que aos quatorze anos a gente ama com a alma mesmo porque, embora agente sofre de verdade, a gente ainda não sofreu tanto e o nosso coração ainda quase não tem remendos. Só que eu percebi, que eu essa vez não seria a primeira pessoa a costurar um coração ou, então,  a primeira a remendar no coração de uma simples menina. E então eu  respondi a mim mesma que todos os amores que temos em nossas vidas são conchas vazias, todos os corações um dia são partidos. Mas quando a gente encontra alguém pra deitar do nosso lado e contar estrelas com a gente, é como se uma pérola só nossa brotasse dentro da concha e fizesse a gente esquecer o escuro e a solidão. E embora eu tenhe muito medo,  a vida veio pra ser vivida e, se um dia roubarem a  minha pérola eu terei apenas uma certeza: eu não vou morrer e quando menos esperar outra pérola nasce. O nosso amor é burro mesmo, mas é bom. Quem escolhe se esconder dele por segurança não se machuca, é fato, mas também nunca conta estrelas de madrugada e nem, no final da vida, tem um colar de lembranças para contar. E é isso aí. Mais nada.

PERDIDA.

fevereiro 1, 2009

Me diseram que quando agente não se tem mais nada, é  então quando não se há nada mais,  a perder.
Mas o que todos eles não me disseram, e acho que não disseram também a mais  ninguém, é o que  agente faz quando se consegue tudo [ou talvez tudo o que nos basta], quando o que a gente mais queria da vida já aconteceu e, de repente, a gente acaba ficando sem rumo algum, acordando de noite pra checar se a felicidade ainda está ali ou se ela já foi embora, tendo vertigem no meio do dia querendo que ele passe logo pra ser menos um que a gente passa correndo com medo de perder aquele tudo que vai fazer a diferença levando a gente de volta pro nada inicial.
Ter tudo é muito perigoso [as vezes].
Parece loucura, mas talvez todo mundo seja feliz mesmo na infelicidade do nada a perder. [é fato]