pela primeira vez…

março 31, 2009

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É, o que eu, e mais ninguém imaginava aconteceu, em um momento também, em que ninguém esperava. Você partiu, sim, e dessa vez, se eu disser que não doeu, estarei mentindo, mais a dor passou e agora não existe mais nenhuma dor. Pela primeira vez, eu fechei a porta e a minha vida continuou de onde estava. Pela primeira vez, eu fechei aquela “porta” sem sentar no sofá e chorar por você ter “ido embora” pra sempre. Pela primeira vez, você saiu sem que eu o observasse partir com o coração apertado. Pela primeira vez, você foi embora sem deixar uma gotinha de esperança de que eu pudesse tê-lo na minha vida. Pela primeira vez, você partiu sem que eu tivesse esperado um abraço apertado ou até algo mais. Pela primeira vez, em tres anos você se foi sem que eu tivesse remexido o passado ou chorado porque alguma coisa não deu certo entre agente. Pela primeira vez, você foi embora de verdade. Pela última vez, você foi embora. Sem rancor, desamor, nem dor.

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É fato sim que tudo aquilo  que dói pra mim certamente, não dói tanto assim pra você e eu entendo, mesmo não querendo entender em momento algum. Talvez até, eu fico pensando às vezes, que se eu tivesse essa sua incrível capacidade de sintetizar e conseguisse ser assim, mais “resumida” também, as coisas teriam ficado melhor do que eu deixei que ficassem.
E o pior de tudo, coisa que eu já sabia, quem fala muito como eu acaba muitas vezes mesmo falando demais.
E o problema da palavra dita é aquele que o ditado já disse: ela não volta atrás.

vai passar.

março 28, 2009

 

Não importa o quanto algo nos machuca, às vezes se livrar dele dói mais ainda. É, nunca pensei que seria assim, bem desse jeito, mais é. Algo, qualquer coisa da qual nos machuca, nos fere profundamente, nos incomoda e muito, só que a tentativa – em vão ou não – de se livrar, de eliminar, de dar um basta, de dizer chega, é sempre muito mais dolorida. As vezes, agente da a sorte, de depois de tanto sofrer, conseguir sim, encher a boca e dizer “acabou”, “já me esqueci”. Mais muitas das vezes, não conseguimos tal proeza, e aí, meu caro, agente se lasca. Eu não tenho idéia porque a gente fica adiando as coisas, mas se eu tivesse que chutar, diria que tem muito a ver com o medo. Medo do fracasso. Medo da dor. Medo da rejeição. Seja lá do que a gente tenha medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo, a dor de não ter tomado uma atitude fica pior do que o medo de agir. E talvez, por antes ter agido, e a vida ter dado sempre aquela rastera na gente, ficamos com receio de agir novamente, e mais uma vez desabar. Afinal, cair é muito fácil, o díficil mesmo é você levantar, e também depois de se levantar, conseguir ficar de cabeça erguida, sem ter nenhum medo, e nenhum tipo de vergonha por em algum momento, ter fraquejado. Mais nem sempre é assim, nem sempre. A única coisa que mantém algumas pessoas mais esperançosas, é fato de que tudo na vida passa, e que essa tempestade toda um dia vai passar.

poderoso.

março 16, 2009

arq7

 

Sabe, eu nasci Corinthiano,
Podes Crer eu não me engano,
Já virou obsessão.
Desde que eu me entendo por gente,
Coloquei na minha mente,
Sou Fiel, sou Gavião.
Não adianta, vir fazer minha cabeça,
Aconteça o que aconteça,
Bato pé, não abro mão,
Eu não, eu não.
Eu sou valente,
Eu sou um bravo guerreiro,
E o Corinthians companheiro,
Mora no meu coração.
Quando tem jogo eu vou ao campo assistir,
Seja no Parque São Jorge, Pacaembu ou morumbi,
Se o jogo é fora, em qualquer canto do Brasil,
Pego a minha bandeira,
Tudo bem ninguém me viu.
É gostoso d+, tem sabor de mel,
É gostoso d+, tem sabor de mel,
Ser Coringão, ser Gaviões da Fiel,
Ser Coringão, ser Gaviões da Fiel.

 

 

ps: procura eu ae! ;D

assista; pense; e reflita.

março 14, 2009

tres

março 3, 2009

022

03-o3-2009. Exatamente á tres anos atrás, havia um mundo de possibilidades, porque as janelas estavam sempre abertas pra mim, e as portas não se fechariam nunca também. E os todos os meus sorrisos eram extremamente verdadeiros. Eu achei que soubesse falar de sentimento antes de você chegar, de aparecer, e tomar conta de todo o meu caminho. Cheguei achar que sorrir à toa e querer sentir o sol era uma bobagem. Mais tudo o que eu não sabia era que, sem você, o amor não existia. E não existia mesmo.

só porque hoje faz tres anos.

I don’t care

março 1, 2009

Eu desisti; e essa é a coisa mais triste que eu tenho pra dizer no momento. É também, a coisa mais triste que já me aconteceu. Eu, simplesmente, desisti. Não quero mais saber de ficar brigando com a vida, eu espero chegar as dez da noite, pra deitar na cama, e desaparecer. Agora é assim. Eu vou nos lugares, ouço o que todo mundo fala, coisas que acho deprê, outras que eu até quero somar, mais eu deixo tudo lá. Não mexo mais em nada, não quero mais nada. Ando detestando as frases em inglês, mais penso o tempo todo em “I don’t care”. Caguei. Foda-se. Agora, eu espero chegar as dez, pra dormir, e simplesmente desaparecer. E eu me recuso a brigar. Pra quê? Passei uma vida sendo a nervosinha, a que queria tudo do seu jeito. Amor só é amor se for assim. Sotaque tem que ser assim. Comer tem que ser assim. Estudar, dançar, dormir, respirar. E eu seguia brigando. Querendo o mundo do meu jeito. Na minha hora. Querendo consertar a fome do mundo e o restaurante brega. Algo entre uma santa e uma pilantra. Desde que no controle e irritada. Agora, não quero mais nada. De verdade. Não ligo mais se o brinco passou pelo ralo, foda-se. Deixa assim. A vida é assim. Não brigo mais. Eu só espero chegar as dez da noite, deitar na cama, e desaparecer então. Não quero mais ficar me arrumando, tentando, me vingando, não quero segunda chance, não quero ganhar, não quero vencer, não quero a última palavra, a explicação, a mudança, a luta, o jeito. Eu quero, de verdade, do fundo do meu coração, que chegue logo as dez da noite, pra dormir e desaparecer. Eu só quero que você me ligue quando tiver algo pra dizer; mas que, por favor, me desligue quando não estiver mais afim de mim. Não quero mais ser feliz. Nem triste. Nem nada. Eu quis muito mandar na vida. Agora, nem chego a ser mandada por ela. Eu simplesmente me recuso a repassar a história, seja ela qual for, pela milésima vez. Deixa a vida ser como é. Desde que eu continue dormindo. Eu só espero chegar as dez da noite, pra deitar na cama, dormir, e desaparecer. Ser invisível, meu grande pavor, ganhou finalmente uma grande desimportância. Quase um alivio. I don’t care.